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Produção de resina passa por bom momento


Preço da resina de pinus chega a um patamar que produtores não imaginavam. O que é retirado das árvores está cada dia mais valorizado. Produção de resina passa por bom momento
TV TEM/Reprodução
Nos últimos tempos, o preço da resina de pinus mais que dobrou e chegou a um patamar que os produtores não imaginavam. Assim, o que é retirado das árvores está ficando cada dia mais valorizado.
“E foi rápido, né? Em questão de um ano, aumentou quase duas vezes e meio o valor, algo que estava perto dos R$ 3 mil a tonelada. Hoje tá R$ 7 mil”, comenta o produtor Marcelo Cunha.
Este lucro é muito bem-vindo aos produtores da região de Itapetininga (SP), que, junto com o Vale do Ribeira, têm a maior plantação de pinus de São Paulo. O estado concentra quase 60% da extração de resina de todo o país.
Em uma propriedade localizada em Capão Bonito (SP), são 50 hectares com as árvores da espécie Elliot. A maioria foi plantada no começo dos anos 2000 por Edielson. “O patrão comprou aqui e falou ‘faz do seu jeito’. Chegamos aqui, começamos a plantar e hoje está essa floresta”, conta.
De empregado, Edielson virou gerente e viu a propriedade mudar de dono. Dessa forma, também colocou a esposa e um enteado na atividade. E, nesse tempo todo, as árvores que ele plantou continuam produzindo.
(Vídeo: veja a reportagem exibida no programa em 08/08/2021)
Produção de resina passa por bom momento
A resina começa a ser extraída oito anos depois do plantio da muda e sai por cortes chamados de “estrias”, que são feitos de dez em dez dias em cada árvore.
Os pés demoram cerca de cinco anos para chegar no alto. Então, é feita a resinagem de outra parte da árvore. No total, a produção pode durar 15 anos até o corte do pinheiro.
De acordo com o engenheiro agrônomo e especialista em resinagem Ricardo Lacerda Soares, o aumento da produção no Brasil veio em boa hora.
A China, que chegou a produzir um milhão de toneladas por ano, reduziu a extração para cerca de 600 mil. E o Brasil, que produzia 100 mil, aumentou para 400 mil toneladas e agora exporta para a própria China.
Depois da plantação, a resina vai para tambores de 200 quilos. Uma parte é exportada e a outra é vendida para indústrias, como uma localizada em Campina do Monte Alegre (SP). Lá, são entregues cerca de duas mil toneladas por mês.
Produção de resina passa por bom momento
TV TEM/Reprodução
No local, a resina é separada em dois derivados: a terebintina e o breu. O primeiro processo para isso é a filtragem. A resina passa por diferentes máquinas para retirada das impurezas. A separação dos componentes começa a ser feita em um decantador. Depois, é realizada a destilação. O processo de qualidade é rigoroso em todo o caminho.
Somados os dois produtos, são exportadas 15 mil toneladas por ano, fora o que o mercado interno absorve. “Depois do trabalho que conseguimos aqui, mandamos para todos os continentes”, revela o dono da indústria, Augusto Ângelo Neves.
O proprietário da indústria ainda conta que o preço da goma resina também surpreendeu quem precisa comprar o produto e que fez muita gente entrar no negócio.
“A margem de porcentagem continua a mesma. Por outro lado, criou instabilidade, mas o sol está aí para todo mundo”, finaliza.
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Fonte:

G1 > AGRO

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