21.8 C
Campo Grande
HomeNotíciasFestival do Chamamé abraça os fronteiriços com noite memorável na abertura

Festival do Chamamé abraça os fronteiriços com noite memorável na abertura

O ritmo faz bailar, as pessoas se comunicam por notas musicais, a irmandade se expressa de forma natural e gritos – muitos gritos – ecoam para demonstrar contentamento e emoção, brotando no peito como um sapucay. Nesse clima de latinidade, Porto Murtinho abriu na noite de sexta-feira (11) a primeira edição do Festival Internacional do Chamamé, que reúne brasileiros, paraguaios e argentinos para celebrar a cultura da fronteira.

Foi uma noite memorável para um ritmo que chegou ao sul do então Mato Grosso trazido pelas águas dos rios da Prata e do Paraguai, sem limites territoriais, e incorporou-se às manifestações culturais dos sul-mato-grossenses. A chegada dos argentinos de Santa Fé à cidade, pouco antes da abertura, traduziu o sentimento latino presente na Praça de Eventos.  Todos se manifestaram em júbilo a cantoria que vinha do palco na passagem do som.

Realizado pela prefeitura local, o festival reúne grandes nome da música sul-americana, como o acordeonista argentino Santhyago Rios, aclamado em festivais internacionais como um dos melhores interpretes do gênero. O evento tem o apoio do Governo do Estado e da Fundação de Cultura de MS e produção do Instituto Cultural Chamamé MS. Extensa programação segue até segunda-feira (11) com shows, bailes, seminário e oficinas de dança e artesanato.

Um festival para sempre

Impossibilitado de comparecer, o governador Reinaldo Azambuja enviou mensagem de boas-vindas aos participantes e cumprimentos aos murtinhenses, lida na cerimônia de abertura, onde afirma com convicção que o evento deve ser perene, assim como os festivais América do Sul, em Corumbá, e o de Inverno, de Bonito. “Vamos transformar esse festival em mais uma atração turística e cultural que, com certeza, vai se repetir nos próximos anos”, diz a mensagem.

Representando a Fundação de Cultura, o diretor José Francisco Ferrari (Zito) destacou a importância e grandeza do festival como parte do processo de integração dos povos fronteiriços, fazendo um referendo ao Rio Paraguai (“que nos traz tantas coisas, como a música raiz”). Zito lembrou que a gestão do governador Reinaldo Azambuja foi a que mais investiu na cultura, citando os recursos destinados à restauração de bens patrimoniais.

O prefeito Nelson Cintra fez uma saudação especial aos participantes do festival e ao público presente à Praça de Eventos José Barbosa de Souza Coelho, reafirmando sua convicção de que o evento vai perdurar na gestão do governador eleito Eduardo Riedel. “Estamos muito felizes por reunir os irmãos paraguaios e argentinos nesse congraçamento de cultura, turismo e desenvolvimento, onde a nossa Murtinho se destaca como portal da Rota Bioceânica”, disse.

Shows e baile na madrugada

Festival do Chamamé abraça os fronteiriços com noite memorável na abertura
O prefeito de Porto Murtinho, Nelson Cintra 

Assinando a produção e também um dos mentores da ideia de colocar a cidade fronteiriça no circuito das manifestações em prol do chamamé, o ativista cultural e radialista Orivaldo Mengual também participou da cerimônia. Ele ressaltou a iniciativa do governador do Estado de decretar o gênero um bem imaterial de Mato Grosso do Sul, citando que o chamamé está embrenhado no coração do sul-mato-grossense. “A festa é de vocês, irmãos fronteiriços”, citou.

A abertura contou com a participação da banda municipal e do coral Meninas Cantoras de Porto Murtinho, formado por 40 jovens sob a batuta do maestro Quirino. Na sequência, na execução dos hinos dos países presentes, o acordeonista correntino Santhyago Reis interpretou o Hino de Mato Grosso do Sul no acordeom. Na sequência, se apresentou a dupla mirim oficial de baile do festival, Enzo e Bianca Alarcon, de Corrientes (Argentina).

Festival do Chamamé abraça os fronteiriços com noite memorável na abertura
O sul-mato-grossense Fábio Kaida, com sua harpa, apresentou clássicos como El Chamamé e Pajaro Campana

Os shows animaram o público, estimado em três mil pessoas. Casais desceram das arquibancadas e foram bailar no centro da arena, entre o palco e o camarote oficial. O grupo argentino Mainumby Arte Ballet abriu o espetáculo, vindo a seguir o sul-mato-grossense Fábio Kaida e sua harpa com uma seleção de clássicos, entre os quais Soy El Chamamé, Paraguaya Linda, Viejo Naranjal, Pajaro Campana e a autoral Reencontro. Seus acordes animaram o público.

A apresentação da Banda e Ballet Folklórico Municipal de Assunção também empolgou os fronteiriços, com danças tradicionais acompanhadas por um grupo de sopro e percussão, que homenageou o Brasil e Mato Grosso do Sul interpretando a antológica Chalana (Mário Zan e Arlindo Pinto). A primeira noite fechou com Carolina Rojas, Los Guilherminenses e Los Nortenitos, Tono Benitez, da Argentina; Benito Marin, de Campo Grande, e baile pantaneiro.

Festival do Chamamé abraça os fronteiriços com noite memorável na abertura
Festival do Chamamé abraça os fronteiriços com noite memorável na abertura
Festival do Chamamé abraça os fronteiriços com noite memorável na abertura
Festival do Chamamé abraça os fronteiriços com noite memorável na abertura

Subsecretaria de Comunicação – Subcom
Fotos: Chico Ribeiro

Fonte: Governo do Estado de Mato Grosso do Sul

Comentários do Facebook
- Publicidade -spot_img
- Publicidade -spot_img