Ela acordou com o som distante das ondas ecoando na memória, mesmo estando longe do mar. O dia ainda estava começando, e o sol entrava tímido pela janela, como um convite silencioso. Pensou na areia morna sob os pés, no vento bagunçando os cabelos e no cheiro de sal que sempre a fazia respirar mais fundo.
Ir à praia não era só um passeio; era uma vontade antiga de pausa. Ela imaginava o caminho, a estrada se abrindo aos poucos, o azul surgindo no horizonte. Pegou a bolsa, colocou apenas o essencial e sorriu, como quem sabe que aquele dia precisava acontecer.
Com passos decididos, saiu de casa. A praia a esperava — e ela estava pronta para ir ao encontro dela.



