Comissão Europeia aprova acordo com Mercosul
Agricultores de países como França, Polônia e Bélgica realizam protestos nesta sexta-feira (9) após a União Europeia aprovar provisoriamente o acordo comercial com o Mercosul.
Em Paris, vários tratores estão posicionados nas entradas da cidade, segundo a agência AFP.
Na Polônia, cerca de mil agricultores iniciaram uma marcha pelo centro de Varsóvia pouco depois da aprovação do acordo.
ENTENDA: o que está em jogo para o agro brasileiro com o acordo UE-Mercosul
“Isso vai matar a agricultura na Polônia”, disse Janusz Sampolski à AFP. “Vamos depender das cadeias de abastecimento de outros países”, afirmou.
Agricultores da Polônia protestam contra acordo entre União Europeia e Mercosul em 9 de janeiro de 2026
REUTERS/Aleksandra Szmigiel
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Segundo a agência Reuters, produtores da Bélgica também estão realizando protestos em estradas do país.
França, Polônia e Bélgica votaram contra o acordo nesta sexta, afirma a Reuters, mas não conseguiram impedir a maioria necessária para aprová-lo.
Os protestos desta sexta dão continuidade a uma série de manifestações dos produtores nas últimas semanas. Na quinta (8), ruas de Paris foram bloqueadas em um ato contra o acordo.
Em 19 de dezembro, dezenas de agricultores franceses despejaram esterco e outros resíduos em frente à casa de praia do presidente Emmanuel Macron durante um ato que incluiu a oposição ao pacto.
Um dia antes, produtores europeus protestaram em larga escala em Bruxelas, na Bélgica, queimando uma pilha de pneus. Alguns entraram em confronto com a polícia.
Oposição antiga ao acordo
Os agricultores europeus são historicamente contrários ao tratado porque temem o impacto da chegada, em larga escala, de alimentos como carne, arroz, mel e soja da América do Sul.
Segundo eles, os produtos do Mercosul seguem regras de produção menos rígidas e, consequentemente, são mais competitivos.
A França, maior produtora de carne bovina da União Europeia, segue como a principal voz contrária ao acordo.
Antes da aprovação provisória pelos demais países, o presidente Emmanuel Macron afirmou que o tratado é “de outra época”, negociado com base em um mandato de 1999 e com ganhos econômicos limitados.
LEIA MAIS:
Acordo Mercosul-UE pode baratear vinhos e ampliar oferta de chocolates no Brasil
Agricultores despejaram esterco em frente à casa de Macron em protesto em dezembro
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França, Polônia e Bélgica votaram contra o acordo nesta sexta, afirma a Reuters, mas não conseguiram impedir a maioria necessária para aprová-lo.
Os protestos desta sexta dão continuidade a uma série de manifestações dos produtores nas últimas semanas. Na quinta (8), ruas de Paris foram bloqueadas em um ato contra o acordo.
Em 19 de dezembro, dezenas de agricultores franceses despejaram esterco e outros resíduos em frente à casa de praia do presidente Emmanuel Macron durante um ato que incluiu a oposição ao pacto.
Um dia antes, produtores europeus protestaram em larga escala em Bruxelas, na Bélgica, queimando uma pilha de pneus. Alguns entraram em confronto com a polícia.
Oposição antiga ao acordo
Os agricultores europeus são historicamente contrários ao tratado porque temem o impacto da chegada, em larga escala, de alimentos como carne, arroz, mel e soja da América do Sul.
Segundo eles, os produtos do Mercosul seguem regras de produção menos rígidas e, consequentemente, são mais competitivos.
A França, maior produtora de carne bovina da União Europeia, segue como a principal voz contrária ao acordo.
Antes da aprovação provisória pelos demais países, o presidente Emmanuel Macron afirmou que o tratado é “de outra época”, negociado com base em um mandato de 1999 e com ganhos econômicos limitados.
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