Ela era uma mulher morena, de sorriso tímido e olhos que pareciam guardar um mundo inteiro. Forte por fora, sensível por dentro, carregava no peito uma vontade silenciosa: amar e ser amada.
Cansou de relações rasas, de encontros que deixavam mais vazio que presença. Ela queria alguém que enxergasse além da aparência, além do corpo e além das palavras decoradas. Sonhava com um amor que chegasse devagar, com cuidado, daqueles que aquecem o coração sem pressa, sem jogos, sem medo.
Desejava um companheiro que segurasse sua mão nos dias bons e a abraçasse forte nos dias difíceis. Alguém que entendesse o valor da reciprocidade, da conversa que acalma e do carinho que transforma.
A morena não buscava perfeição — buscava verdade.
Um amor simples, sincero, maduro.
Um amor onde ela pudesse ficar, e não apenas visitar.
E apesar das feridas do passado, ela ainda acreditava.
Porque dentro dela, mesmo discreta, havia uma esperança bonita — a certeza de que um amor grande existe e, no tempo certo, iria encontrá-la.



