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Preços dos alimentos no mundo recuam pelo segundo mês consecutivo em junho

Feira em Sarcelles, França, no subúrbio de Paris, na França.
Tom Nicholson/Reuters
Os preços globais dos alimentos registraram uma leve queda em junho. O recuo foi puxado pelo recuo nos valores do açúcar, dos cereais e dos laticínios, que superaram as altas dos óleos vegetais e das carnes. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (3), pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
O Índice de Preços dos Alimentos da FAO, que acompanha as variações mensais de uma cesta de commodities agrícolas — como cereais, carnes, laticínios e óleos vegetais, por exemplo —, que são comercializadas internacionalmente, registrou média de 130,3 pontos em junho, ante 130,8 pontos em maio.
O indicador é acompanhado por governos, investidores e empresas porque serve como referência para a evolução dos preços dos alimentos no comércio internacional.
🔎 O Brasil é um dos maiores fornecedores globais de açúcar, milho, soja e carnes, o que torna as oscilações desses preços especialmente relevantes para o país.
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O índice já havia recuado em maio após atingir, em abril, o maior nível em três anos, quando o conflito entre Irã, Israel e Estados Unidos provocou uma disparada nos preços dos óleos vegetais.
O índice registrado em junho ficou 1,7% acima do nível observado um ano antes, mas ainda 18,7% abaixo do recorde alcançado em março de 2022, após a invasão da Ucrânia pela Rússia, informou a FAO.
O índice de preços dos cereais caiu 3,5% em relação a maio. Os preços do trigo foram pressionados pelo avanço da colheita e pelas perspectivas de ampla oferta na região do Mar Negro, importante área produtora e exportadora de grãos. Já o milho recuou diante da expectativa de ampla oferta na América do Sul e da queda dos preços do petróleo.
O índice de preços do arroz da FAO, por outro lado, subiu 3,2%, impulsionado pela maior demanda na Ásia por arroz do tipo indica, variedade amplamente consumida nos países asiáticos.
Os preços do açúcar, por sua vez, caíram 5,7%. A desvalorização do etanol no Brasil incentivou as usinas a destinar mais cana-de-açúcar à produção do produto. Ainda assim, as preocupações com um possível impacto do El Niño sobre as safras da Índia e da Tailândia limitaram o recuo da commodity.
Os preços dos laticínios caíram 1,5%, pressionados pelo aumento da oferta global. Já o índice de carnes da FAO subiu 0,4% em relação ao mês anterior e renovou o recorde histórico, impulsionado principalmente pelos preços da carne de aves diante da forte demanda global.
Os preços dos óleos vegetais avançaram 3,8%, impulsionados pelas cotações mais altas do óleo de palma e da colza, em parte devido ao aumento da demanda por biodiesel.

Fonte:

g1 > Agronegócios

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