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Supermercados do Reino Unido ameaçam parar de comprar do país

Em uma carta aberta aos congressistas brasileiros, grupo disse ser ‘extremamente preocupante’ projeto de lei que muda regras de regularização de ocupação de terras públicas. Grandes supermercados e produtores de alimentos britânicos e europeus ameaçaram nesta quarta-feira (5) boicotar produtos do Brasil por causa de um projeto de lei que, afirmam, levaria a um desmatamento maior da floresta amazônica.
Em uma carta aberta aos congressistas brasileiros, um grupo com 38 integrantes afirmou que consideram “extremamente preocupante” a apresentação em abril do projeto de lei 510/21, que trata sobre a regularização de ocupação de terras públicas.
A proposta é, basicamente, uma reformulação do texto da Medida Provisória 910 – que foi debatida em 2019, mas perdeu a validade por não ter sido votada dentro do prazo limite, em maio – e do Projeto de Lei 2.633/2020. Esse mesmo grupo havia manifestado oposição aos projetos.
Os signatários dizem que a medida apresenta “ameaças potencialmente ainda maiores para a Amazônia que antes”.
O grupo é composto por grandes redes de supermercados britânicos como Tesco, J Sainsbury, Marks & Spencer, assim como a alemã Aldi, empresas de produção de alimentos como a National Pig Association, o fundo público de previdência sueco AP7 e outros gestores de investimentos.
O texto prevê a “regularização fundiária, por alienação, ou concessão de direito real de uso, das ocupações de áreas de domínio da União; estabelece como marco temporal de ocupação a data de 25 de maio de 2012, quando foi editado o Código Florestal”.
Além disso, “amplia a área passível de regularização para até 2.500 hectares; dispensa vistoria prévia da área a ser regularizada, podendo ser substituída por declaração do próprio ocupante”.
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“Ao longo do último ano, assistimos a uma série de circunstâncias que provocaram níveis extremamente elevados de incêndios florestais e desmatamento no Brasil”, denunciam os signatários da carta aberta.
Os signatários anunciaram que, caso as “as proteções existentes” na legislação brasileira desapareçam, eles não terão “outro remédio a não ser reconsiderar nosso apoio e uso da cadeia de abastecimento de produtos agrícolas brasileiros”.
Em 2019 e 2020, o desmatamento na Amazônia foi de 10.700 quilômetros quadrados e 9.800 km2, respectivamente, os maiores níveis desde 2008, de acordo com dados oficiais.
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Durante a reunião de cúpula do clima organizada em 22 de abril pelo presidente americano, Joe Biden, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o Brasil buscará a neutralidade de carbono até 2050.

Fonte:

G1 > AGRO

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