Uma ideia inovadora desenvolvida ao longo da carreira de um pesquisador pode se transformar em empresa, gerar empregos e produzir soluções tecnológicas graças ao apoio de recursos públicos federais e estaduais. A trajetória da Selkis Biotech, sediada em Mato Grosso do Sul, se tornou um exemplo de como o apoio a projetos acadêmicos pode fazer a pesquisa científica virar um bom negócio.
A empresa foi uma das selecionadas pelo Programa Centelha 2 – MS e atua na produção de peptídeos sintéticos, moléculas formadas por cadeias de aminoácidos que podem ser utilizadas em pesquisas biomédicas, desenvolvimento de medicamentos, vacinas e outras aplicações científicas.
“A Selkis nasceu de uma ideia inicial que eu venho desenvolvendo ao longo da minha carreira de pesquisador, à medida que eu ia publicando artigos, me especializando em sínteses de peptídeos. É uma técnica bem definida, bem difundida, onde a gente consegue construir moléculas sintéticas”, explica o pesquisador e fundador da empresa, Ludovico Migliolo.
Segundo Migliolo, o conhecimento acumulado ao longo de anos de pesquisa foi o ponto de partida para a criação da empresa. A iniciativa também surgiu da percepção de que muitos estudantes formados em pesquisa científica tinham dificuldades para encontrar espaço no mercado.
“À medida que eu ia formando recursos humanos, esses alunos de mestrado e doutorado, o mercado não estava absorvendo. E com essa falta de absorção do mercado e tendo essa minha carreira, eu comecei pensar em como melhorar isso”, relata.



